Eu falo mais pra mim que pra vocês, leitores (quanta abstração, heim?), já que ninguém (= eu) visita blog que não é atualizado. Mas preciso desabafar e não gosto de usar sempre e sempre o ouvido dos meus amigos. É chato isso.
Tô cansada.
Parece que o cansaço é um animal que quer me pegar e que eu fujo incontrolavelmente e que me cansa. Muito! E agora que decidi que não aguento mais essa vida, tá dificílimo aguentar cada semana.
Não sei se dá pra entender isso, logicamente falando. Entendo porque se trata da minha cabeça, que pensa e repensa nesse cansaço, tentando entender, conviver e abstrair quando necessário.
Tô cansada dos alunos, do trânsito, das burocracias que preciso fazer, de ensinar chatices, de correr tanto, dos motoristas que me fecham, dos caminhos que preciso pegar pra trabalhar, na quantidade de coisas que querem que eu faça em casa, das briguinhas dos alunos, do fim-de-semana que é pequeno demais pra eu descansar...
Tão vendo? Tô chata pra caramba.
Mas desabafei, logo, estou mais leve.
domingo, 10 de junho de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
Greve e conscientização, a realidade como é
Os professores da rede estadual estão em greve há mais de vinte dias, porque um absurdo e ilegal plano de cargos e salários foi aprovado. Imagine quantas crianças estão de greve, quantos vestibulandos, quantas mães sem saber onde ficarão seus filhos. Esses professores, pensa você, são mais um grupo de funcionários públicos sanguessuga, merecem mesmo o salário que tem.
Ledo engano. Jamais vi uma greve assim. Em qualquer lugar que você vá existe alguém que se indigna com o salário recebido pelos educadores ou a forma que o governo tem tratado sua carreira. As pessoas não acreditam mais nas mentiras veiculadas nos jornais. Vivemos, ainda bem, uma era onde meias-verdades não são mais aceitas. Ou as pessoas se cansam do estado das coisas.
Digo isso porque – além do educador - ninguém conhece melhor as condições da rede estadual de ensino do que os pais dos alunos. São eles que levam seus filhos à escola e vêem as péssimas condições das salas, com cadeiras quebradas, quadros em que mal se lê, a situação dos banheiro, os professores inexistentes na escola do filho. São eles que vêem os esforços dos diretores, o cansaço dos professores que se esforçam para dar o melhor ensino a seus filhos. São eles, não o governador, ou os tutores, tampouco o secretário da Educação. Em hipótese alguma são os deputados da base governista ou o presidente de algum partido jovem.
É o pai que mal teve condição de estudar, a mãe que fez colegial noturno para trabalhar e deseja o melhor para seu filho. Qualquer pai e qualquer mãe podem enumerar para você um retrato das condições de ensino dessa rede, que faz propagandas de verdade duvidosa.
São estas pessoas que estão apoiando a greve. Indivíduos que conhecem a realidade da escola não podem ser facilmente manipulados porque a verdade está marcada em suas mentes. E são todos esses que apóiam a greve. Hoje ouvi de uma mãe que seu filho adolescente está sem aula, mas ela concorda com a greve, pois a maneira que os professores são tratados é absurda.
Em minha recente entrada nas redes públicas de ensino eu jamais vi uma greve tão amplamente apoiada. Penso que o governo não imaginaria que teria todo esse desgaste. Suas propagandas comemorando o salário pago é facilmente desmentida! O secretário divulgando quão boa é a nova carreira não está surtindo efeito. O novo plano de cargos e salários que retira direitos adquiridos e mina sua carreira não é comemorável.
Me alegro em dizer que mesmo que se diga que os professores são uma classe preguiçosa, meros cabos eleitorais, massa de manobra dos comunistas (não imaginava que isso fosse um insulto ainda hoje!) ou quaisquer outras ofensas, elas são – e serão – facilmente derrubadas pela verdade.
Sim, a verdade! Esse objeto em desuso, pouco encontrado nos políticos e suas falácias é conhecido de quem convive com um professor e vê sua dedicação. Seus turnos de trabalho, seu esforço em fazer trabalhos em casa, sua dedicação à prestar um trabalho de qualidade. A verdade, meus caros, é que o professor trabalha de verdade e não ganha 14º, 15º salários ou bônus por corrigir suas provas, fazer cursos, pesquisar novos métodos ou não desistir daquele aluno difícil.
Em suma, os goianos estão cansados se ser tratados como idiotas. Reagem ao ver que o professor de seus filhos é atropelado por exigências. Reclamam ao se lembrar de professores que marcaram sua história e tem sua aposentadoria minada. Os goianos exigem respeito a esta classe que trabalha por amor ao que acredita sim, mas que não é sanguessuga, deve ser bem paga e respeitada. Os goianos estão acordando de seu coma político. Ainda bem.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Achados e perdidos de dois mil e onze
Peraí... 2011 tá acabando?Pois é!!! E esse foi um ano incrível! Comecei o ano com um #prontoerrei histórico, numa tentativa frustrada de me tornar mais livre. Não deu certo. Mas eu aprendi muito.
E se tem algo que aprendi esse ano é que professores não tem esse 'peraí' não. Dizemos ainda bem, até que enfim, ufa, graças a Deus, não aguento mais e coisas do gênero. Tantos conselhos de classe, provas, notas, trabalhos e fichas pra corrirgir que nem dá pra ter aquela saudezinha.
Mas 2011 ainda não acabou, ainda vou tentar organizar meu carro! Sapatos, roupas, livros e papéis muito bem espalhados!!
Meu filme preferido em 2011? Pergunta difícil! Fui bastante ao cinema, revi algumas coisas por aqui... Mas não tive um preferido.
Meu site/blog preferido em 2011 foi o Escreva Lola escreva. Pude trazer pra minha vida pensamentos feministas sem aquele linguajar acadêmico que, confesso, me dá sono. Admiro a visão de mundo da Lola e a forma brilhante com a qual ela compartilha tudo.
Um vídeo do YouTube em 2011. Não sou fãnzoca do canal. Serve um da Sophia dançando? Não rolou. Então eu fico com o vídeo da profª Amanda Gurgel, que denunciou as péssimas condições de salário/trabalho dos professores brasileiros, AQUI.
Meu livro favorito em 2011 foi, sem sombra de dúvidas, O resgate do feminino, da Isabele Ludovico.
Minha música favorita em 2011 foi Teu Sinal, do Resgate.
Meu melhor e meu pior dia de 2011. Tive muuuitos dias incríveis nesse ano. Muita coisa bacana aconteceu. Mas como um novo começo de era, posso dizer que meu primeiro dia de terapia foi ótimo. Marcou o início de uma nova fase, da minha busca por essa nova fase. Meu pior dia foi aquele em que minha sobrinhazinha Julia Amanda nasceu, porque foi o mesmo dia em que ela foi pro céu.
Em 2011 eu pela primeira vez tive meu próprio carro; recebi minha primeira multa de trânsito; dirigi na BR sozinha; passei férias na praia com uma amiga e minha irmã; comprei roupas pra Sophia e ela passou o cartão; beijei um cara bem mais novo que eu; rompi ciclos que me faziam mal; não me deprimi na época do meu aniversário; coordenei o teatro do Encontro de Crianças; me encantei, não fui correspondida e não morri por isso; acompanhei uma turma durante todo o ano letivo.. E muitas coisas mais!
Em 2011 eu pensei em fugir para São Paulo, Maceió, Blumenau, Pasárgada, sei lá.. Só queria sumir e mudar tudo.
Em 2011 eu tentei me tornar uma mulher menos crítica consigo mesma e mais confiante. E parece que tô conseguindo!
Meu site/blog preferido em 2011 foi o Escreva Lola escreva. Pude trazer pra minha vida pensamentos feministas sem aquele linguajar acadêmico que, confesso, me dá sono. Admiro a visão de mundo da Lola e a forma brilhante com a qual ela compartilha tudo.
Um vídeo do YouTube em 2011. Não sou fãnzoca do canal. Serve um da Sophia dançando? Não rolou. Então eu fico com o vídeo da profª Amanda Gurgel, que denunciou as péssimas condições de salário/trabalho dos professores brasileiros, AQUI.
Meu livro favorito em 2011 foi, sem sombra de dúvidas, O resgate do feminino, da Isabele Ludovico.
Minha música favorita em 2011 foi Teu Sinal, do Resgate.
Meu melhor e meu pior dia de 2011. Tive muuuitos dias incríveis nesse ano. Muita coisa bacana aconteceu. Mas como um novo começo de era, posso dizer que meu primeiro dia de terapia foi ótimo. Marcou o início de uma nova fase, da minha busca por essa nova fase. Meu pior dia foi aquele em que minha sobrinhazinha Julia Amanda nasceu, porque foi o mesmo dia em que ela foi pro céu.
Em 2011 eu pela primeira vez tive meu próprio carro; recebi minha primeira multa de trânsito; dirigi na BR sozinha; passei férias na praia com uma amiga e minha irmã; comprei roupas pra Sophia e ela passou o cartão; beijei um cara bem mais novo que eu; rompi ciclos que me faziam mal; não me deprimi na época do meu aniversário; coordenei o teatro do Encontro de Crianças; me encantei, não fui correspondida e não morri por isso; acompanhei uma turma durante todo o ano letivo.. E muitas coisas mais!
Em 2011 eu pensei em fugir para São Paulo, Maceió, Blumenau, Pasárgada, sei lá.. Só queria sumir e mudar tudo.
Em 2011 eu tentei me tornar uma mulher menos crítica consigo mesma e mais confiante. E parece que tô conseguindo!
Em 2011 eu consegui pagar meu primeiro carro. Assim, ainda falta um pouquinho, mas é muuuito pouco pra ser levado em conta.
O bom de 2011 foi o quanto minha relação com o Senhor cresceu e amadureceu. Ele me levou a lugares mais altos esse ano e foi até lugares da minha alma nunca dantes acessados. Jesus e eu foi o que de melhor aconteceu em 2011.
O problema de 2011 foi meu estresse com a rotina da escola e tantas coisas que preciso dar conta.
Uma foto minha em 2011
E 2012?
O bom de 2011 foi o quanto minha relação com o Senhor cresceu e amadureceu. Ele me levou a lugares mais altos esse ano e foi até lugares da minha alma nunca dantes acessados. Jesus e eu foi o que de melhor aconteceu em 2011.
O problema de 2011 foi meu estresse com a rotina da escola e tantas coisas que preciso dar conta.
Uma foto minha em 2011
E 2012?
Acredita que ainda nem comecei a pensar???
P.S. Esse meme é uma lista de posts que a Cíntia fez e eu achei bonitinho demais, mas preferi transformar em perguntas.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Para onde o amor leva você?
O amor nos leva a caminhos distantes, nunca imaginados. O amor, se dá as mãos à perseverança, alcança lugares altos! Amor é um verbo, deve se mover.
Sábado eu fui, com um amigo, visitar uma garotinha de 6 anos, que está com câncer. Ela veio pra Goiânia às pressas, junto com sua mãe, para fazer o tratamento na ACCG.
Conversamos com ela, que não por acaso, se chama Tais. Ela tem 6 anos, recém-completados em setembro. Conversou, brincou, se encantou com os presentes.
Impossível não se encantar com a força daquela mãe, uma mulher muito simples, que deixou em outra cidade sua outra filha.
O amor a levou a uma cidade estranha, onde ela não conhece ninguém, não tem amigos ou parentes, onde mal tem roupas para si e para sua filha.
O amor me levou a vencer meus receios e ir visitá-la.
O amor de Jesus nunca viu barreiras, nunca achou distante demais, difícil demais, chato demais, cansativo demais.
Preenchidos pelo amor Dele, não há como ter outra atitude. Andar uma milha juntos, quem sabe duas, talvez três?!
Sábado eu fui, com um amigo, visitar uma garotinha de 6 anos, que está com câncer. Ela veio pra Goiânia às pressas, junto com sua mãe, para fazer o tratamento na ACCG.
Conversamos com ela, que não por acaso, se chama Tais. Ela tem 6 anos, recém-completados em setembro. Conversou, brincou, se encantou com os presentes.Impossível não se encantar com a força daquela mãe, uma mulher muito simples, que deixou em outra cidade sua outra filha.
O amor a levou a uma cidade estranha, onde ela não conhece ninguém, não tem amigos ou parentes, onde mal tem roupas para si e para sua filha.
O amor me levou a vencer meus receios e ir visitá-la.
O amor de Jesus nunca viu barreiras, nunca achou distante demais, difícil demais, chato demais, cansativo demais.
Preenchidos pelo amor Dele, não há como ter outra atitude. Andar uma milha juntos, quem sabe duas, talvez três?!
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Eu fui, voltei. Me questionei, me critiquei. Fui forte e corajosa. Tive ódio, raiva, medo, tristeza. Perdoei. Tive ainda mais coragem. Mergulhei. Fundo, muito fundo. Me organizei. Lutei bravamente. Luto. Tenho fé e esperança.
Mas nunca olhei pra trás com olhos bondosos. Olhos misericordiosos.
Hoje consegui.
E só sei pensar que acomodar-se é mais fácil. Sempre é.
Mas nunca olhei pra trás com olhos bondosos. Olhos misericordiosos.
Hoje consegui.
E só sei pensar que acomodar-se é mais fácil. Sempre é.
Assinar:
Postagens (Atom)
